BEM VINDOS AO MEU CANTINHO ESPECIAL. AQUI VOCÊ ENCONTRARÁ SENTIMENTOS QUE TRANSPIRAM DA MINHA ALMA E SE TORNAM POESIAS. É COM ELAS QUE CONVERSO COM O MUNDO... " ONDE O SONHAR É ETERNO, A ESPERANÇA ESTÁ SEMPRE VIVA E O AMOR SE FAZ PRESENTE EM CADA PALAVRA."





sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SONETO DA SEPARAÇÃO

Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DESABAFO


Finalizando a Pós Graduação em Educação Inclusiva e tendo que dar conta da monografia sobre o tema que escolhi. É assim que me vejo ultimamente...Decabelada, estressada, cansada, atordoada de tato ler e escrever...Mas logo tudo isso termina e sei que sentirei  falta. Afinal foram todos os sábados, durante um ano e meio, viajando de São Bernardo até a USP, assistindo aula o dia todo sem descanso, com muitos trabalhos, livros para ler..etc...Quase uma novela...Apenas um desabafo...rs

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CHUVA - Mariza


A chuva tem o poder de fazer brotar sentimentos do peito que outrora adormecidos se enchem de força...

DEVANEIO


Devaneio

Gotas cristalinas que caem do céu
banham meu corpo como num ritual.
De repente deixo cair o escuro véu
e permito me experimentar do manancial.
Os pensamentos flutuam como papel
e minha essência desfruta desse momento celestial.
Todo o cansaço foi jogado ao léu,
sou por instantes nos teus braços frágil cristal.

Lucia

GOSTO QUANDO TE CALAS


Gosto quando te calas

Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
Pablo Neruda

sábado, 12 de novembro de 2011

ILUSÃO


A chuva fina apagou as pegadas
que na madrugada deixaste na estrada.
Levou consigo a direção do meu amor.
Nada restou, nem residuo sobrou
a não ser a dor que em mim ficou.
O vazio que hoje reina em meu coração
se espande e toma conta da imensidão.
Agora podes chover chuva fina e molhar a vastidão,
já não ligo mais, afinal inundaste minha ilusão...

Lucia

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PELA LUZ DOS OLHOS TEUS




Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PÁGINA ÍNTIMA


Página Íntima
Não pense, minha flor, que o triste pranto,
Que ora desprende o meu olhar sentido,
Vá magoar o afeto estremecido
Que me inspirou teu virginal encanto.

Se agora eu fujo ao teu olhar querido,
Cheio de luz, de intérmino quebranto,
Eu sinto da alma num pequeno canto
Teu doce amor ao meu amor unido ...

Quebrou-se o fio dos meus sonhos belos
E caíram no manto cetinoso
Dos anéis aromais de teus cabelos.


Guarde em teu seio o meu gentil desejo,
Faz do meu canto um madrigal formoso,
E em cada verso deposita um beijo.

Ana Lima Pimentel

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

COMO FLOR



Como semente nasceu, floresceu e um dia morreu...

Mas deixou sua essência sorrindo em mim...


Lucia