BEM VINDOS AO MEU CANTINHO ESPECIAL. AQUI VOCÊ ENCONTRARÁ SENTIMENTOS QUE TRANSPIRAM DA MINHA ALMA E SE TORNAM POESIAS. É COM ELAS QUE CONVERSO COM O MUNDO... " ONDE O SONHAR É ETERNO, A ESPERANÇA ESTÁ SEMPRE VIVA E O AMOR SE FAZ PRESENTE EM CADA PALAVRA."





quinta-feira, 27 de outubro de 2011

NÃO SEI...OU SEI


...nem sempre sei
que gosto tem o mel,
muito menos me preocupo
com a cor do céu...

...mas finjo bem...
assim, aceito o doce fel
e uso o véu
 pintado de anil...

Lucia

 

domingo, 23 de outubro de 2011

VENTO QUE PASSA



Vento que passa em noite fria,
ecoando apenas tristeza e agonia,
não sabe bem para onde vai,
mas sua trilha ruidosa da mente não sai.

Vento que varre do caminho a poeira,
chacoalha a janela sem penar,
tira-me o sono com seu canto triste
e parece no meu pensamento morar.

Sinto no corpo teu gélido respirar
quando a pele como em susto se faz arrepiar.
Vento que precede a o cair em lágrimas
de um céu que parece desmoronar.

Vento companheiro faça-me um favor,
leve consigo minha tristeza e dor.
Dissipa-as na imensidão distante de mim
e não permita que novamente destrua meu jardim.

Junte também os teus murmúrios
para que assim mude seu cantar.
Não ligo se por aqui queira ficar,
mas teu canto triste me faz chorar.

Lucia


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PASSOS DO PENSAMENTO


Descalça, seus passos na estrada deixou
e na jornada quantas agruras contabilizou,
mas não desanimou, de paciência se vestiu
e de forças se cobriu, seguiu.
No caminho, muitas portas encontrou,
algumas coloridas e outras totalmente sem cor.
Sentiu o gosto do vento,  o sabor da chuva provou,
diante da dor, até recuou, mas foi em frente, queria ser flor.
Nas águas do riacho se banhou, sua alma flutuou
e mesmo sem asas, viajou ao céu sem fim.
Seus passos, a poeira apagou
e hoje é flor num belo jardim...

Lucia

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O TEMPO DE UM AMOR


Na janela vivia
a esperar noite e dia,
tristeza sentia,
mas nada dizia,
apenas sorria.

Todo mundo que passava,
para a janela olhava
e conselhos dava,
mas ela não escutava
e na janela continuava.

O tempo passou,
o cabelo branqueou,
o corpo cansou
e quem ela esperou
nunca voltou.

Hoje a janela está vazia,
a casa ficou sombria,
mas restou a poesia
que em versos leva a magia
de um amor traria.

Lucia


 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DE MÁSCARA


Alma quebrantada
pintada nas cores da solidão,
pericarpo de semente
distante da germinação.

Nos sonhos, a alforria
da triste escravidão.
Liberta impusiona o coração
na correnteza da ilusão.

Lucia
 

domingo, 16 de outubro de 2011

MUNDO DOS INSTANTES




As vezes nos transportamos para o mundo de sonhos, como se algo em nós escapasse para um mundo paralelo, um mundo de faz de conta .




E lá neste mundo vive-se momentos imcompreensíveis. Nossa imaginação viaja com o vento, alcança lugares, prova sabores, sente toques e excita-se com o viver dos instantes.

Lucia

sábado, 15 de outubro de 2011

SINTONIA


Corpo e alma
na mesma sintonia,
Sentimento que acalma
tocando a sinfonia.

Instrumento afinado
por mãos dedilhados.
Encanto partilhado
de um som emanado.

Movimentos sincronizados
numa dança colados.
Corpos saciados
por amores doados.

Lucia

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ANOITECER ENCANTADO


Acordei com o gosto do teu beijo
que embriaga e me faz querer mais.
Senti o cheiro do teu corpo
que perfuma a pele e me seduz.

Lembrei-me de nossos momentos
e por instantes sai de mim.
Suas carícias me dominam
num excitante jogo de prazer.

Cada anoitecer é encantado,
impossível com palavras descrever.
Só sei que todos os dias amanheço
com mais vontade de você.

Lucia

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

JUNQUILHOS



Nessa tarde mimosa de saudade
Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh’alma apaixonada
Nas folhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita,
Que é minha, por ti palpita amante!
Oh alma doce, pequenina e branca,
Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste,
Recorda ao meu amor, com teu perfume
A paixão que deixou e qu’inda existe…

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde,
Que venha aquecer-se ao brando lume
Dos meus olhos que morrem de saudade!

Florbela Espanca

FIX YOU - Coldplay

terça-feira, 11 de outubro de 2011

IMAGINAÇÃO


Entre nuvens de algodão
meu olhar viaja,
tentando te encontrar
e nessa magia que é o sonhar
consigo de leve te tocar.
Um toque que excita
e faz o corpo se agitar,
o coração palpita
pronto para te amar.

Lucia

sábado, 8 de outubro de 2011

SINTONIA POÉTICA


Sinto a sintonia nos versos da poesia
escritos a cada dia como a mais bela sinfonia
que invade o meu sonhar e me faz delirar.

Ouço a tua voz me seduzindo de mansinho
fazendo meu coração pulsar em desalinho
na ansia de te encontar, mas não sabe o caminho.

Compartilho do toque das tuas mãos
que mesmo distante me põe em ebulição
e me faz viver a emoção de amar sem ter razão.

Lucia

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TODO SENTIMENTO - Oswaldo Montenegro




Todo o Sentimento

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

...AMOR...


Lábios que provaram o mel,
olhos que reproduziram o céu.
No corpo a sua assinatura,
e o remédio para minha cura.

Sonho em noite de verão,
e embalo do meu coração.
Segredo para minha alma latente,
amor por momentos ausente.

Guardião das minhas vontades,
és mago da maior felicidade.
Passos do meu caminhar
e motivo do meu cantar.

És o amor que enobrece minha vida,
a aurora de cada dia.
Paixão que explica a existência
na junção de duas essências.

Lucia

terça-feira, 4 de outubro de 2011

COMO TEMPESTADE



Trovões ressoando ao longe,
dragões ávidos no devorar.
Labaredas cruzando o céu escuro,
trilha incandescente difícil de olhar.

Lágrimas cristalinas rompendo o manto,
como cachoeira que desce em pranto
na ânsia de encontrar o grande mar
e todos os pecados então lavar.

Vento uivando triste ao fundo
balbuciando ao tempo seu lamentar.
Chuva gelada, ninfa corcunda
que demora para passar.
 
Lucia

domingo, 2 de outubro de 2011

PARTIDA SEM DESPEDIDA


Partiu e de ninguém se despediu,
levou consigo a cor dos dias vividos.
Como a correnteza de um grande rio
lavou olhos e deixou corações partidos.

Como ler uma história e não ver o final,
poesia inacabada, sem título, sem cor.
Ser personagem de uma trama real
onde o enredo é cruel e de dor.

E de volta ao solo fértil
como pedra, intacto, impotente.
Lágrimas do céu azul anil
escrevendo em tristeza latente.

Lucia

QUASE SEM QUERER - Maria Gadú -

sábado, 1 de outubro de 2011

CODINOME BEIJA-FLOR - Cazuza (ao vivo)

ONDAS



Manto insolente
ofuscando o semblante
do mar que assanha
o êxtase da ninfa.

Desejo que ceva
o brilho da noite
e pinta de prata
as ondas na areia.

Resquícios de amor
que o vento leva
em forma de seiva
pintando o arco de cor.

Lucia

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

SEGREDO


Distante de mim, onde não há fim.
Um sentimento alado, nas asas de um querubim.

Quase transparente em sua alvidez,
viajante capaz da luz das estrelas ofuscar.

Carrega nos lábios o gosto dos meus beijos
e nas mãos macias, o toque que o faz flutuar.

Em sua alma, meu segredo guardou
e no coração, a chave do meu amor trancou.

Passa o tempo tentando apagar
as marcas que em meu corpo o desejo fez deixar.

Sabe que de mim não pode se esconder,
mas também sabe que nunca o poderei encontrar.

Sua presença sinto em meus sonhos mais profundos
e dentro deles, somos únicos nesse mundo.

Acordada, penso na noite que virá
e no sono vivo o instante que posso fantasiar.

Loucura talvez, mas não a troco pela lucidez,
minha essência eu encontro nas noites de mudez.

Lucia

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

MULHER


Embriagada pelo orvalho
que a noite oferecia,
me perdi, peguei um atalho
e de nada mais sabia.

Segui a luz do luar,
e o perfume das flores.
E diante do meu olhar
abriu-se o mundo das cores.

Personagem de magia,
envolvente transformação.
Poção de alegria
clareando a visão.

Pés descalços,
com a terra em comunhão.
Esquecendo os percalços,
com a vida uma nova ligação.

Descobri-me diferente,
entendi a razão.
Fantástico ingrediente,
que impulsionou o coração.


Ainda molhada de suor
nova mulher estou.
O dia amanheceu, faz calor,
minhas querências, o ontem saciou.

Lucia

domingo, 25 de setembro de 2011

APENAS SONHO



Atrás daqueles longínquos montes
onde o sol todo dia se esconde,
mora um ser encantado
que desejo ter ao meu lado.

Sua pele macia e perfumada
tem o gosto do mais doce amor,
seus olhos brilhantes ofuscam
até o brilhos das manhãs.

Tem nas mãos o toque mágico
da mais pura sedução,
seus lábios convidativos
me fazem perder toda razão.

Ninguém o vê e nem o conhece,
só eu sei que ele está lá,
pois a noite nos meus sonhos
ele vem me visitar.

Tem na fala a poesia de um anjo sedutor,
seus versos me embriagam de paixão.
Guardo no peito a esperança
de o ter do meu lado um dia.

Enquanto esse dia não chega
passo as noites a sonhar.
Nos meus sonhos vou plantando
as sementes do verbo amar.

Lucia


sábado, 24 de setembro de 2011

COMO PESADELO


Mar revolto,
navio à deriva.
sonho solto,
esperança perdida.

Ondas gigantes,
nuvens negras.
respiração ofegante,
sensação presa.

Corpo suado,
tempo que existe.
Desejo velado,
em noite que insiste.

Lucia

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É PRIMAVERA


O gelo derreteu
e o sol se abriu.
No jardim vejo cores
e borboletas nas flores.

No céu um véu azul
com chumaços de algodão.
Nas árvores, passarinho
refazendo ninhos.

Da chaminé, fumaça sai
levada pelo vento que vai.
Ao longe se pode ver
a nova estação aparecer.

Um aroma doce no ar
acalma e traz paz a quem respirar.
No rio, águas transparentes
correm alvas e quentes.

Corações palpitam em canção
no baile onde dança a emoção.
O sorriso agora tem abrigo
na face de outro sorriso amigo.

O dia anda e encanta
como num ritual de paquera.
A brisa do mar alegra canta
para sua hóspede, nobre primavera.

Lucia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DESEJO


Na singeleza do anoitecer,
quando a lua se faz prata,
sou como orvalho cristalino
colorindo o âmago do teu ser.

Sob o véu brilhante da noite
sinto a seiva que hidrata,
e nas costas do vento embarco
aromas que o corpo transpira.

E nos desejos secretos da alma
elucidados pelo belo luar.
Escondo na ponta dos dedos
a essência que faz te amar.

Lucia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SEDUÇÃO


Nectar que brota da alma,
aroma perfumando a pele.
Mãos sedentas que acalmam
desejos de um coração em chama.

Suspiros que ecoam com a brisa
transpirando a canção do prazer.
Instantes hipnotizados no tempo
com nuances do eterno querer.

Face de menina ruborizada,
colorida com a tinta da paixão.
Mulher aos poucos seduzida
ouvindo as batidas do coração.

Lucia

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DEVANEIOS DE MENINA

Nas asas de uma borboleta
embarquei o meu pensar.
Viajando por entre flores
e esqueci de querer voltar.
No mar depositei desejos,
ao ar joguei esperanças.
Pintei de azul o céu,
por momentos virei criança.
Perdi a tristeza na jornada
e do desanimo me escondi.
Da alegria me fiz aliada
e ser feliz decidi.
Imaginei-me menina alada
brincando ao sabor do vento.
O amor provei calada
saboreando cada doce momento.

Lucia

domingo, 18 de setembro de 2011

A MORTE DE UM AMOR


Em lápide transparente jaz um sentimento descrente,
findou uma história atemporal sem aparente motivo real.
Os estragos não foram visíveis, apenas a essência em ruínas ficou,
como tempestade de verão, uma grande bagunça causou.

Gotas sentidas de um olhar tristonho caíram,
encharcando a face branca escondida atrás de um véu.
Lembranças certamente ficarão latejando na memória,
pois tudo que se vive na terra deixam marcas como estrelas no céu.

Amarga  e cruel despedida quando não se sabe a razão,
nem porque os passos deixados no chão sumiram sem permissão.
O aroma que ficou no ar quase não se pode notar
e nenhuma imagem sobrou, somente flash que o coração guardou.

Lucia



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CEGUEIRA


Triste ser casulo e o florescer do dia perder,
viver de imaginação sem que se possa tocar,
ter consciência, mas sem coragem para voar.

Sentir o alar da borboleta livre no ar
sem poder ver as cores da sua asa a plainar
sobre lindas flores que poderiam me enfeitar.

Sonhar com o calor do sol e a brisa leve em seu acariciar,
perceber que tenho asas presas no lugar
enquanto lá fora existe um mundo decores a me esperar.

No balanço do viver apenas o escuro conhecer,
ter nas pontas dos dedos os olhos de ver,
mas sendo sempre casulo desde o amanhecer.

Lucia



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MEUS OLHOS


Olhos marcados
quase hipnotizados
para dizer,
que de nada
mais preciso
além de você.
E não há palavra,
frase ou
texto capaz de
fornecer
a medida certa
do amor
que carrego
por você.
Pergunte as estrelas,
as areias do deserto
ou as ondas do mar
se existe mais alguém
com tanto amor para te dar.
Eu sei a resposta, mas
você não sabe e
nem pode imaginar.
Meu amor é tão grande
que só meus olhos
são capazes de 
contar.

Lucia

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ROSA VERMELHA


Rosa vermelha
que decora o jardim.
Seu espinho
a protege em meio ao capim.
Como queria
te-la em minhas mãos,
mas eu sei
controlar a emoção.
Sua beleza que fascina
me faz voltar a ser menina.
Lembrar do tempo
em que se podia
ser rosa vermelha
com alegria.
Em meio a tantas
outras flores
ainda és rosa
mesmo com dores.

Lucia

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ENTREGA


Olhos fechados
tentando imaginar
o sabor dos teus lábios
e a cor do teu olhar...

Boca umedecida
na esperança de provar
o gosto da tua pele
num breve tocar...

Mãos sedentas
do teu corpo acariciar
num momento único
a ti me entregar...

Lucia







TOQUES DE AMOR

Sereno da noite
em toque suave
que molha o corpo
e ativa o desejo.

Aroma silvestre
perfumando a pele
traçando um rastro
de um segredo.

Mãos delicadas,
carícias acentuadas,
murmúrios salientes
de bocas coladas.

Movimentos tensos
num belo bailar
marcando a dança
com ritmos intensos.

Lucia


domingo, 11 de setembro de 2011

DESEJO PROIBIDO


Nos sonhos secretos, a clareza de um desejar,
como testemunha, lençóis amassados a observar.
A alvidez da noite, pela fresta, empresta o seu olhar
e os murmúrios que se ouve em canção se faz escutar.

Momentos extasiantes que nem a lua pode roubar
e a consumação da paixão acontece devagar.
Experimento a maciez num breve tocar,
mas que a imaginação consegue eternizar.

Prazer profundo das essências a comungar,
entrego-me até limite que se pode realizar.
Tudo acontece sem que se possa rejeitar,
e todas as forças estão nesse jeito de amar.

E nessa troca posso teu segredo desvendar,
viajo tranquilamente na ânsia de chegar.
Mesmo proibido este meu desejo preciso saciar
e é através dos sonhos que posso realizar.

Lucia

sábado, 10 de setembro de 2011

CORAÇÃO DESERTO


Meu silêncio anuncia
um deserto no coração.
É como caminhar em agonia
sem ter uma paixão.

Não há água e nem sombra
capaz da sede e calor aliviar.
E os todos os passos dados
o vento faz questão de apagar.

Tudo o que se vê são miragens
tentando o foco desviar.
Estou terra na estiagem
sem motivo para sonhar.

Lucia

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

METAMORFOSE


...nas noites de luar de prata,
onde a brisa se enamora do vento
e o sereno se torna da terra amante,
transformo-me em borboleta
e nas flores saio procurando
o perfume do teu calor
que um dia, em sonho
do meu corpo se apoderou.
Nas minhas asas as cores
da alegria pintadas a cada dia
somente para te mostrar
como é forte a forma de te amar...

Lucia

SEGREDOS DO OLHAR


Tenho nos olhos o segredo da alma
e não há quem possa desvendar.
As vezes alguns indícios caem como cristais
e a areia seca vão molhar.

São lágrimas salgadas que invejam o mar,
queriam ser ondas, mas apenas gotas saem do olhar.
Cristalina como o serenar da noite
que na terra ousam pairar.

Se o mar soubesse conhecesse o segredo,
e dele quisesse se apoderar.
As lágrimas seriam cristais para enfeitar
e o segredo alguém transformaria na arte de amar.

Lucia


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CAMPONÊS


Pele queimada do sol,
mãos calejadas pelo trabalho.
Levanta-se ainda no escuro
e sai pensando no futuro.

A terra é seu sustento
e a ela faz reverência.
O tempo faz companhia,
mas dele não tem consciência.

Agradece o calor e a chuva
e da vida pouco reclama.
Já tem tudo do que precisa
e com Deus fala em sua cama.

A camisa molhada de suor
e a bota pesada no pé.
Sua casa é motivo de alegria
mesmo sendo coberta de sapé.

A roça foi plantada com amor
e dela espera o sustento.
Mas se algo não der certo
outra virá em seu alento.

A ferramenta do seu lado não sai,
nem seu fiel escudeiro cão.
Passam dias inteiros juntos
e já são mais que amigos, são irmãos.

Camponês da face judiada,
com seu radio de pilha na cinta.
No terreiro olhando o céu estrelado
nem parece que tristeza sinta.
Lucia

terça-feira, 6 de setembro de 2011

DESTINO IMAGINÁRIO

Vagando em brandas ondas
sinto meu corpo plainar.
Estranho sintoma sentido
me faz essa viagem por mar.

Tocando nuvens de algodão
e provando o gosto do céu.
Sou anjo transparente noturno
em busca de um véu.

E como ser mágico de momento
sonho fragmentos de alegria.
Uma vara de condão me apetece
e assim os dias nascem sem agonia.

Neste navio imaginário
cruzo o tempo em segundos.
Nas mãos tenho o poder
de tornar tudo mais profundo.

A imensidão vira grão de areia
trancafiada na palma das mãos.
Transformo o destino em poeira
e alimento a vida como vulcão.

Lucia


domingo, 4 de setembro de 2011

SETEMBRIANDO

Enfim setembro desembarcou
com flores e promessas de amor.
As malas coloridas em terra jogou,
e logo tudo virou cor.

O frio devagar está indo embora
e o Sol sorridente se impondo.
A moça da janela saiu pra fora
e o barulho dos pássaros virou estrondo.

O céu azul cintilante deu boas vindas
e a brisa assanhada começou seu bailar.
O manto que escondia todas as tintas
rasgou-se em tiras e foi para o mar.

Borboletas setembriaram a estação
com vôos rasantes polvilhando jardins.
O verde brindou a vida com emoção
e um perfume invadiu cada pedaço de mim.

As palavras nasceram do carinho
inebriando o pulsar de cada coração.
Os olhos se fez festa em cada ninho
e a primavera tateou cada mão.

Lucia

sábado, 3 de setembro de 2011

ANDARILHO

No lampejo de um olhar
sonhos aprisionados.
Na incerteza de um viver
eterno embriagado.

Mundo opaco,
direção sem rumo,
estrada vazia
ser indigente.

Em panos empoeirados,
cegueira aparente.
Passos incertos
de um coração latente.

Nas mãos um cristal
sem valor algum,
mas o motivo certo
de um pulsar real.

Carcaça despresível
de uma criatura descrente.
Coração vibrante
de um ser que sente.

Lucia

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

RENOVAR


Com a primavera que se aproxima
quero renovar meu coração,
jogar todos os temores para cima
e começar tudo de novo com emoção.

Ver a beleza contida nas flores
e o canto da brisa que suaviza como em oração.
Pintar meus olhos com as cores
destiladas do arco como em poção.

Quero lavar a alma com alfazema
perfumando o caminho por onde passar.
Ser o amor que pulsa e queima
até o momento certo de parar de respirar.

Renovar os objetivos e crenças,
e cada dia que nasce valorizar.
Ser a fênix da renascença
voltar das cinzar e acreditar.

Ter no sorriso um sol amarelo
e nas mãos uma lua prateada.
Adocicar as palavras com caramelo
e brindar a vida lisonjeada.

Lucia