BEM VINDOS AO MEU CANTINHO ESPECIAL. AQUI VOCÊ ENCONTRARÁ SENTIMENTOS QUE TRANSPIRAM DA MINHA ALMA E SE TORNAM POESIAS. É COM ELAS QUE CONVERSO COM O MUNDO... " ONDE O SONHAR É ETERNO, A ESPERANÇA ESTÁ SEMPRE VIVA E O AMOR SE FAZ PRESENTE EM CADA PALAVRA."





quinta-feira, 31 de março de 2011

É PROIBIDO


“É proibido chorar sem aprender,
Levantar um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas,
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau - humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveu juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingirem que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembre de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual"
Pablo Neruda

quarta-feira, 30 de março de 2011

MEUS OLHOS

Além dos meus olhos
existe um ver essencial,
onde consigo enxergar
sua imagem sempre real.

Lucia Liz

domingo, 27 de março de 2011

COMO BRISA VOU ATÉ VOCÊ

Visto-me de brisa,
e em noite escura vou até você,
caminho lentamente,
sem desviar da direção.
Sigo os teus sonhos,
e neles deposito minha emoção.
Faço-te companhia,
e deixo-te provar da minha paixão.
Alimento-me dos teus beijos,
e sacio-me nos teus desejos.
Sou brisa suave,
transformada em carícias.
E dessa comunhão extasiante,
Aqueço o e meu coração...

Lucia Liz




CONQUISTA

Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga

terça-feira, 22 de março de 2011

OLHOS TRISTES


Olhos mais tristes ainda do que os meus
são esses olhos com que o olhar me fitas.
Tenho a impressão que vais dizer adeus
este olhar de renúncias infinitas.

Todos os sonhos, que se fazem seus,
tomam logo a expressão de almas aflitas.
E até que, um dia, cegue à mão de Deus,
será o olhar de todas as desditas.

Assim parado a olhar-me, quase extinto,
esse olhar que, de noite, é como o luar,
vem da distância, bêbedo de absinto...

Este olhar, que me enleva e que me assombra,
vive curvado sob o meu olhar
como um cipreste sobre a própria sombra.

Henriqueta Lisboa

domingo, 20 de março de 2011

RUAS DE OUTONO - Ana Carolina

MOMENTOS DE OUTONO

O vento soprando na imensidão,
enquanto folhas secas caem ao chão.
O corpo sente cada mudança,
e tudo torna-se esperança.

A natureza em sua sabedoria,
tenta mostra-nos a direção.
Reconhecer em cada mudança o encanto e a magia,
aquece e alivia o coração.

Outono é o tempo da reflexão,
de lavar a alma das impurezas,
Reinventar a emoção
e recomeçar a vida com certezas.

Lucia Liz


terça-feira, 15 de março de 2011

CORAÇÃO É TERRA QUE NINGUÉM VÊ

Coração é terra que ninguém vê

Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei nada deu, não.
Terra de lajedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...

Cora Coralina

EPITÁFIO - Titãs

domingo, 13 de março de 2011

BUSCA DE SI

Existe um momento da vida em que é preciso muito mais do que apenas se olhar no espelho, existe o momento de se enveredar nas entranhas do íntimo em busca de si para ordenar e dar continuidade a sua história.

Lucia Liz



 

SUTILMENTE - Skank

A LENDA DO ARCO-ÍRIS


LENDA DO ARCO-ÍRIS
                 Em um reino muito distante, havia uma menininha  sonhadora. Sonhava que tudo era colorido. Vivia acreditando que a vida era maravilhosa. Nascera de  uma noite de desejo do senhor pai e de uma loucura da senhora mãe. De carinho teve a distância, de afeto a ausência, e como aconchego teve o abandono. Ah! Mas isto não a fazia desistir de crer nas cores da vida. Imaginava que todos os homens fossem “grandes homens”, por isso casou-se. Aquele que seria seu companheiro, foi apenas um algoz (”pequeno homem “), dos que já haviam passado  deixando marcas em seu viver. Como algoz quis tirar-lhe o bem maior; seus filhos. Esperança (que era seu nome) viu as cores fugir-lhe dos olhos, a vida parecia uma noite sem estrelas. Tinha sonhado uma família e agora, que estava desfeita a mesma, era eminente o suave beijo da morte, perder aqueles filhos tinham este significado  para ela. O tempo passou como sempre passa. Esperança chegou a um momento de tranqüilidade e de conquistas, pois naquele reino, depois de muito insistir, foi lhe dado o direito de continuar sendo mãe.  Mesmo assim, vê agora seu reino com outro olhar, passa pelos vários espaços do seu mundo e encontra muita dor aonde anda. Suas lágrimas caem sempre, por ver o quanto aquele reino maltrata os seus, a fé no amor a si mesmo e aos outros anda muito abalado. Esperança já quase não sonha mais. Um dia então, muito exausta, Esperança não acorda mais pra vida. Este dia chove como se a chuva fosse lágrimas. Os céus parecem lamentar a triste ida de alguém que sonhou. O Deus Sereno (que era o deus do reino), vendo que a lembrança de esperança não podia apagar-se, resolveu homenageá-la. Ordenou que toda lágrima que caísse e toda água que chovesse e toda gota a movimentar-se na luz seria água de muitas cores. É a partir daí, que as águas que se movimentam na luz passam a gerar um lindo arco-íris, lembrando da menina sonhadora que adorava ver cores no mundo, chamada Esperança. Para que ninguém a deixe morrer, e que ela seja sempre presente, mesmo nos momentos de muita tristeza da alma, que ela esteja lá: a renovar-se, a propor um novo dia cheio de fé, surge o ARCO-ÍRIS.
Mirian Aires Chaves

sexta-feira, 11 de março de 2011

A TEMPESTADE

Pássaro e o homem tem essências diferentes.
O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas;
o pássaro vive segundo a lei universal que faz girar os mundos.
Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra.
Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos.
Muitos levantam a cabeça acima dos montes;
mas sua alma jaz nas trevas das cavernas.
A civilização é uma arvore idosa e carcomida,
cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas
são a infelicidade e o desassossego.
Deus criou os corpos para serem os templos das almas.
Devemos cuidar desses templos para que sejam
dignos da divindade que neles mora.
Procurei a solidão para fugir dos homens, de suas leis,
de suas tradições e de seu barulho.
Os endinheirados pensam que o sol e a lua e as estrelas se levantam
dos seus cofres e se deitam nos seus bolsos.
Os políticos enchem os olhos dos povos com poeira
dourada e seus ouvidos com falsas promessas.
Os sacerdotes aconselham os outros,
mas não aconselham a si mesmos,
e exigem dos outros o que não exigem de si mesmos.
Vã é a civilização. E tudo o que está nela é vão.
As descobertas e invenções nada são senão brinquedos
com a mente se diverte no seu tédio.
Cortar as distâncias, nivelar as montanhas,
vencer os mares, tudo isso não passa de
aparências enganadoras, que não alimentam ocoração e nem elevam a alma.
Quanto a esses quebra-cabeças, chamados ciências e artes,
nada são senão cadeias douradas com os quais o homem
se acorrenta, deslumbrados com seu brilho e tilintar.
São os fios da tela que o homem tece desde o inicio
do tempo sem saber que, quando terminar sua obra,
terá construído a prisão dentro da qual ficará preso.
Uma coisa só merece nosso amor e nossa dedicação, uma coisa só...
É o despertar de algo no fundo dos fundos da alma.
Quem o sente não o pode expressar em palavras.
E quem não o sente, não poderá nunca conhecê-lo através de palavras.
Faço votos para que aprendas a amar as tempestades em vez de fugir delas.

Gibran Khalil Gibran (1883-1931)

ENTREGA


Praia deserta,
areia quente,
sentida doação,
de amor expoente...

Lucia Liz

quinta-feira, 10 de março de 2011

SUMMER WINE - Ville Valo and Natalia Avelon

UMA NOVA CHANCE


Hoje decidi gritar e ao mundo a dor proclamar,
Lavar a alma de tudo que a faz mal.
Ser humana e me permitir chorar,
Antes que a tristeza me impeça de sonhar.

Deixar que todos percebam que o sofrimento também me corrói,
E que por mais que eu mostre uma face sorridente,
O coração machucado se  contorce e dói,
Não adianta mentir, pois é isso que ele sente.

Ao gritar quero a tristeza para longe expelir,
Aliviar o corpo desse enorme pesar,
Depois de purificada, novamente sorrir,
Um novo destino tentar encontrar.

Quero ouvir as batidas no peito em sintonia,
Caminhar livremente sem nenhuma preocupação.
Voltar a acreditar na magia,
Que emana de cada nova emoção.

Enxergar o colorido de cada dia,
Sentir o prazer em cada amanhecer,
Quebrar os grilhões, assinar minha euforia,
Levantar e uma nova chance poder ter.

Quero olhar no espelho e ver,
A imagem de alguém que realmente existe.
Vasculhar o fundo dos olhos e perceber,
Que a felicidade mora lá e nada mais é triste.

Lucia Liz



quarta-feira, 9 de março de 2011

BORBOLETAS - Luciana Mello

MOMENTOS

Momento eternizado,
pela lua testemunhado.
Amor enluarado,
na praia consumado.
Beijo trocado,
sabor experimentado.
Anseio sussurrado,
corpo aguçado.
Olhar apaixonado,
desejo saciado...

Lucia Liz


terça-feira, 8 de março de 2011

NÃO SEJA UMA MENTIRA


Uma coisa que me deixa triste é descobrir facetas do mal no ser humano, facetas que não deveriam existir. É decepcionante descobrir o quão baixo um ser humano pode ser...A mentira é um defeito terrível, principalmente quando visa conseguir algo, enganar, usar, etc. Não seria muito mais fácil usar a verdade, dizer o que quer, o que pensa, ser realmente o que é...Ninguém precisa usar de subterfúgio para viver. Acho que todos deveriam pensar em sempre serem dignos de si mesmo, pois ser quem não é de verdade pode causar danos irreparáveis. Pode se até enganar uma, duas, dez, mil pessoas, mas não se engana a si próprio e um dia podes ter que ser você mesmo e por não ter feito bom uso da verdade acabe não sabendo mais quem você é...Tão bom seria se pudessemos conviver com todos, sabendo sempre com quem...Pode ser quem um dia não tenha tempo para realmente ser quem você...Afinal nunca se sabe quando é hora de embarcar no trem da vida....Lucia